domingo, 27 de novembro de 2011

Serra Amarela Lindoso-Muro/Louriça



10-09-2011

Apesar de as previsões meteorológicas não serem as mais animadoras, o plano já estava bem traçado na nossa mente e nada parecia demover-nos…queríamos ver o nascer do Sol no Ponto mais alto da Serra Amarela e seria isso que iriamos fazer!
Começando por volta das 4h00 da manhã junto á antiga estalagem da EDP agora deixada ao abandono, lá nos fizemos ao estradão, que sabíamos de antemão que seria sempre a subir até ao destino…A noite curiosamente estava serena e surpreendentemente estrelada, parecia que tudo se conjugava para uma excelente caminhada.
Á medida que íamos andando e subindo o dia ia nascendo, começando a revelar paisagens cada vez mais deslumbrantes com as nuvens baixas a cercar-nos a toda a volta, dando a impressão que estávamos envolvidos num perfeito manto feito pela natureza e deixando á mostra um céu que com o passar do tempo desdobrava se num paleta de cores entre o azul-escuro e o laranja do primeiro raiar do sol…
Ao contrário do desejado, o nascer do Sol aconteceu antes de chegarmos ao cimo da Serra Amarela e com o cansaço acumulado com a subida e com as cada vez mais belas paisagens as paragens iam se tornando cada vez mais frequentes…
Finalmente chegados á Louriça percebemos que não tínhamos sido os primeiros a chegar, alguns garranos e vacas já por lá andavam olhando para nós como intrusos que invadem o seu território. Como as nuvens baixas teimavam em não desaparecer não nos deixando ver as belas paisagens que se pode ver a partir da Louriça decidimos almoçar e dar descanso ao corpo, esperando que com mais algum tempo a bela tela do Gerês se revelasse. Tal não aconteceu e quase sem percebermos como, de tão rápido que foi, instalou-se um nevoeiro cerrado e uma chuva tocada á vento…!A Natureza entrou em blackout e nada podíamos fazer para contrariar tal situação…
Só nos restou com bastante pena, regressar sem ver as desejadas paisagens e tivemos de o fazer em passo bem acelerado porque a chuva tornava-se mais forte e fria. Sendo assim foi num “tirinho” que fizemos o regresso, voltando ao ponto de partida com a sensação de que foi bom pelo magnifico amanhecer mas com um amargo na boca pelo nevoeiro que nos privou de muitas e belas paisagens que poderíamos ter contemplado lá de cima… a magia da montanha é mesmo essa, tudo acontece de forma natural e nada podemos fazer para a contrariar, mais oportunidades teremos e esta fica gravada como mais uma de muitas jornadas no mais belo cantinho do Mundo…

















Texto: David Gonçalves

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