quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Peneda-Gerês com plano de ordenamento em discussão pública

Documento será analisado em sessões públicas nos cinco concelhos



Arranca hoje, quarta-feira, e prolonga-se até 2 de Dezembro a discussão pública à proposta de novo Plano de Ordenamento do parque Nacional Peneda-Gerês. O documento teve o contributo de 17 entidades e substituirá o plano de 1995.

O novo plano de ordenamento do parque nacional que hoje entra em discussão pública apresenta mudanças significativas, procurando uma melhor adaptação á realidade. O director do Departamento de Áreas Classificadas do Norte, Lagido Domingos exemplificou com o caso das zonas de protecção total que no anterior plano interditava a visitação.

Na elaboração do documento foram "usadas ferramentas informáticas que permitem o melhor conhecimento do território. Queremos pensar na forma como gerir o território, antes de termos que o gerir. Fizemos avaliação dos estrangulamentos e das potencialidades".

Para tal foi criada uma comissão científica que contribuiu para a acção da comissão mista que, numa primeira instância, "elaborou uma carta de ordenamento (com particular atenção à defesa dos valores naturais e sem esquecer os usos) virada para o século XXI e com preocupações das populações que habitam o parque".

"Queremos retirar o demasiado peso da administração do parque que, em certas situações, era sufocante na vida das pessoas. Qualquer construção carecia de parecer", sintetiza Lagido Domingos. Agora, os núcleos urbanos passam a ser da responsabilidade das autarquias, cujos PDM já devem incorporar essa lógica. A excepção aplica-se aos núcleos acima dos 900 metros de altitude.

No novo plano há espaço para a micro-geração, na área das energias limpas, mas as eólicas e mini-hídricas ficam de fora. Quanto à integração na rede das áreas naturais mais importantes na Europa, PAN Parks, Lagido Domingos salientou que "o Parque Peneda-Gerês é o que é com as suas gentes. Não vamos fazer um fato à medida do PAN Parks. O pastoreio em zona de rede natural poderia inviabilizar, mas o plano prevê o pastoreio em moldes tradicionais, indo até à zona de protecção total, inclusive. O pastoreio tradicional tem regras, organizadas pelos compartes dos baldios".

A primeira sessão pública de esclarecimento decorre dia 11 de Novembro, às 18 horas na Sala Multiusos em Montalegre.

PEDRO VILA-CHÃ in JN

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